Após reunião do Vice-Presidente do SINDPOLF/SP, Marcelo Varela, com a Corregedora-Regional da Superintendência Regional de PF em São Paulo, a Delegada de Polícia Federal Katia Cristina Gonçalves Grande, ocorrida em 17 de setembro, o Sindicato protocolou ofício para formalizar uma das principais demandas tratadas na ocasião.

Trata-se das constantes dificuldades que especialmente os Escrivães têm enfrentado com o Sistema ePol, plataforma digital de inquéritos eletrônicos da Polícia Federal. Com profundidade de detalhes, o ofício apresentado pelo SINDPOLF/SP cobrou a solução das eventuais falhas e esclareceu as principais adversidades apontadas pelos profissionais em relação ao sistema, dentre as quais, em resumo, são:

  • O sistema ePol é instável, e por vezes inacessível, apresentando lentidão e erros;
  • Para eliminar outras possíveis fontes de lentidão, o SINDPOLF/SP sugeriu que seja feita uma avaliação na infraestrutura local de internet da SR/SP e das delegacias descentralizadas;
  • As funcionalidades do ePol não estão atendendo às demandas do dia a dia, gerando um maior acúmulo de retrabalhos e tarefas redundantes aos escrivães, inclusive necessitando recorrer a outros sistemas;
  • O SINDPOLF/SP solicitou que o sistema SISCART não seja descontinuado enquanto o ePol não estiver funcionando com as devidas correções e adaptações requeridas.

Simultaneamente, a presidente do SINDPOLF/SP, Susanna do Val Moore, se reuniu pessoalmente com a Diretora de Gestão Pessoal da Polícia Federal, Cecília Silva Franco, em Brasília, na última quinta-feira (17/09), também para buscar soluções em relação ao problema. Susanna apontou os principais erros do ePol relatados pelos profissionais e solicitou a verificação à DGP para identificarem se são falhas isoladas no sistema do estado de São Paulo ou se é recorrente no país todo.

Segundo o Vice-Presidente do SINDPOLF/SP, Marcelo Varela, as limitações apresentadas pela plataforma, além de dificultarem o trabalho dos policiais, tornam o serviço mais lento e sujeito a erros. “A atividade de polícia judiciária por si só já é volumosa, complexa e minuciosa. Ter que lidar no dia a dia com problemas sistêmicos para a efetivação do trabalho, torna a atividade ainda mais árdua e exaustiva. As complicações com o ePol acabam, até mesmo, originando ou intensificam transtornos inerentes à atividade, gerando ainda mais tensão e ansiedade aos profissionais envolvidos nessas rotinas”, explica.

Para Marcelo, a iniciativa do SINDPOLF/SP é um esforço para tornar o trabalho dos policiais mais fluido, produtivo e eficiente. “É imprescindível contar com funcionalidades que simplifiquem a investigação para obter maior agilidade e segurança aos procedimentos da rotina policial”, evidencia o Vice-Presidente.

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